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Fala e escrita
A fala é distinta da escrita, não escrevemos conforme falamos

O que acontece muito em dissertações é a tentativa de aproximar a escrita da fala. No entanto, apesar de utilizarem o idioma como maneira de expressão, são elementos distintos.

Quando a fala infiltra na escrita ocorre o aparecimento de ideias confusas no texto, da prolixidade, do coloquialismo, de jargões, de expressões genéricas, da falta de pontuação adequada, dentre outros problemas.

Vamos, então, diferenciar fala de escrita, a fim de que possamos ficar mais sensíveis na utilização de cada uma:

Fala: O emissor utiliza o vocabulário para falar, mas ele também pode se respaldar em outros códigos linguísticos, como: entonação de voz, gestos, interação com o meio, reações diversas, especialmente com a face. Além disso, a tendência ao falar é de repetir as ideias, no intuito de reforçar seu ponto de vista para o ouvinte. Não há também a preocupação exacerbada em se colocar todos os acentos e vírgulas nos devidos lugares, mesmo porque a entonação é quem faz o papel de transmitir o significado almejado.

Escrita: O emissor baseia-se no vocabulário que irá estabelecer a comunicação entre ele e o destinatário. Além disso, e diferentemente da fala, a escrita exige uma preocupação maior, pois a informação passada não se apagará com o tempo, mas poderá fixar-se por tempo indeterminado. Um exemplo disto é a carta de Pero Vaz de Caminha sobre o descobrimento do Brasil, considerado documento histórico ou a Bíblia que relata o início e o fim dos tempos.

Por isso, há a necessidade de se fazer a distinção entre as duas partes da linguagem: oral e escrita! Uma não deve se fundir à outra, a não ser que seja característica da personagem de uma narrativa.

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