Antes de adentrarmos às características inerentes a este tipo de texto, torna-se relevante destacarmos que a nomenclatura “crônica” deriva-se do latim Chronica e do grego Khrónos (tempo). Em função desse tempo é que podemos assemelhá-lo à narração, ao se tratar de um relato sobre um ou mais acontecimentos permeados em um determinado tempo.

Perfazendo-se de poucos personagens, ou em muitos casos isentos dos mesmos, tal modalidade tem como principal eixo temático fatos corriqueiros inerentes ao cotidiano social, político ou cultural. Desta feita, o cronista, lançando mão de sua criatividade imaginativa, incrementa-os com toque de bom humor e ironia, de modo a permitir que as pessoas vejam por outra ótica aquilo que lhes parece relativamete óbvio.

Trata-se de um texto essencialmente veiculado por jormais e revistas, razão pela qual ele oscila entre jornalismo e literatura pelo fato de que o emissor parte da observação dos fatos reais, embora os relate de forma predominantemente subjetiva.

Entretanto, em determinadas ocasiões, este lado poético cede lugar a um instinto opinativo, no qual a realidade observada passa a ser retratada como forma de protesto em função de um fato polêmico. Atribui-se a este caso o que denominamos de crônica argumentativa.

Tal posicionamento defendido materializa-se por meio da argumentação e da exemplificação. Neste caso, ironia e sarcasmo parecem fundir-se ao mesmo tempo, caracterizados pela forma em que o cronista se propõe a defender seu ponto de vista, divergindo-se da maneira pela qual a maioria o concebe.

Atendendo à proposta de aprimorarmos nosos conhecimentos sobre o gênero em evidência, analisaremos a seguir alguns fragmentos da crôncia de Mário Prata, intitulada “No Topo”:

[...]
A pichação é a consequência dessa contadição. Quando o garoto começa a perceber que seu futuro está muito mais para a fábrica de parasfusos do que para jogador da seleção brasileira, que o único lugar em que as pesoas lerão seu nome será na etiqueta de seu macacão, resolve fazer fama por suas próprias mãos: pega um spray de tinta e escreve seu nome no alto dos prédios. Os pichadores competem para ver quem chega mais alto, quem escreve o nome no lugar mais difícil.
[...]
De uma certa forma, é mais ou menos isso que o pichador está fazendo: conquistando seus 15 palmos de fama na imensidão das grandes cidades. Ele nunca chegará ao topo da sociedade; seu nome, sim.

(Capricho, 20/4/2003)

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A crônica argumentativa








19 comentários

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  • quarta-feira | 06/08/2014 | MILA
    Usuário

    SUPER LEGAL ADOREI ,MAS POR CAUSA QUE ME AJUDOU MUITOOOOOO EM UM TRABALHO DE ESCOLA

  • terça-feira | 11/06/2013 | shaienne
    Usuário

    Ruim demais

  • quinta-feira | 16/05/2013 | emelly
    Usuário

    essa pesquisa me sauvou uuufa

  • sexta-feira | 03/05/2013 | tamara
    Usuário

    gostei muito, tava mesmo precisando de umas aulas a mais.*****