Césio 137
As vítimas do Césio sofrem discriminação.
O Césio 137 é um isótopo radioativo resultante da fissão de urânio ou plutônio, é usado em equipamentos de radiografia, até aí tudo bem, o problema ocorre quando este isótopo é desintegrado e dá origem ao Bário 137m que passa a emitir radiações gama. Os raios gama possuem um grande poder de penetração, sendo nocivos ao ser humano.

O maior acidente já ocorrido com o Césio 137 foi na cidade de Goiânia, em 13 de setembro de 1987. Toda a tragédia foi decorrente de um descuido na fiscalização do lixo radioativo, onde catadores de sucata retiraram de um aparelho de radioterapia abandonado aquilo que seria fatal: a cápsula misteriosa. Dentro desta cápsula encontraram algo jamais visto, tinha aspecto brilhante e encantava a todos, este material foi distribuído entre curiosos, inclusive crianças. A beleza radiante fez com que passassem o material até pelo próprio corpo: era o brilho da morte.

Esse material era o Bário e se desintegrava em um pó azulado e fosforescente, altamente tóxico. Somente após 16 dias da abertura da cápsula é que foi acionada a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem) e o caso foi controlado. As conseqüências deste acidente são vistas até hoje, muitos sobreviventes sofrem doenças como câncer, hipertensão e distúrbios variados, e recebem tratamento médico contra estes males.

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20 comentários

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  • domingo | 10/06/2012 | Karina Angelim
    Usuário

    É uma explicação fácil de compreender, gostei. Realmente, deveria haver um maior cuidado ao descartar materiais que contenham Césio-137 e outros elementos radioativos.

  • sexta-feira | 08/06/2012 | Bruna
    Usuário

    Parabéns pela pesquisa.

  • quinta-feira | 17/05/2012 | ubiratan r souza
    Usuário

    a explicação eh simples mas muito esclarecedora....parabens pela inciativa

  • quinta-feira | 26/04/2012 | josimar t....
    Usuário

    isso e so o basico. essa explicaçao e superficial.