Guerra de Troia

Guerra de Troia
O Cavalo de Troia

A guerra de Troia, luta entre gregos e troianos, foi narrada por Homero na sua obra Ilíada. Até que ponto podemos acreditar na história da guerra de Troia narrada por Homero? Sabemos que Homero não foi contemporâneo ao conflito, ou seja, não presenciou a guerra. Ele escreveu a Ilíada mais de 400 anos depois dos combates, baseando-se nos relatos orais da sociedade em que viveu.

Estudos arqueológicos, antigos (do século XIX) e recentes (de 1993), confirmaram a existência da cidade de Troia: “Já no final do século 19, pesquisas conduzidas na Turquia levaram à descoberta de Tróia. A existência da cidade estava, então, comprovada. E, recentemente, novas escavações permitiram mais revelações” (ARANHA, 2005, p. 23). Segundo o arqueólogo Manfred Korfmann, “esqueletos humanos, inscrições de cerâmica e as próprias muralhas da cidade comprovam que Tróia foi atacada diversas vezes em um curto período de tempo, vindo a sucumbir completamente” (KORFMANN apud ARANHA, 2005, p. 23).

Comprovada a existência da cidade de Troia, que se encontrava nas redondezas da atual Istambul, na Turquia, podemos inferir que a guerra existiu. Porém, ao lermos a obra Ilíada, percebemos com clareza que os relatos não são fidedignos com o que aconteceu na cidade. Homero escreveu em sua obra, “como era típico da cultura grega da época, relatos históricos com narrativas míticas. Mas a história que ele conta é verossímil, apesar de ser muito difícil separar o joio do trigo” (MARSHALL apud ARANHA, 2005, p. 23).   

Feitas essas considerações sobre a guerra de Troia, podemos analisar o evento com um olhar que confirma a verdade da guerra e que separa o real do fantástico, do imaginário.

Segundo Homero, os conflitos entre gregos e troianos tiveram início por causa de algumas desventuras amorosas. Helena, esposa do rei espartano Menelau, foi raptada por Páris, filho do soberano de Troia. Páris havia se apaixonado por Helena, quando visitara a Grécia; a paixão foi tão intensa que o troiano levou Helena raptada para Troia.

A coragem de Páris provocou uma ira enorme em Menelau, que havia ficado sem sua esposa Helena. Rapidamente, Menelau e seu irmão Agamêmnon, rei de Micenas, reuniram todos os guerreiros espartanos e micênicos e partiram rumo a Troia para resgatar Helena.

Depois de dez anos de duro cerco, os gregos conseguiram adentrar a cidade de Troia. Segundo os relatos de Homero, os gregos construíram um enorme cavalo de madeira e o deixaram às portas da cidade. Os troianos aceitaram o presente, achando que se tratava de uma proposta de paz dos gregos.

Após ter aceitado o presente, os troianos colocaram o cavalo de madeira dentro da cidade. Porém, não sabiam que no interior do cavalo estavam escondidos soldados gregos. Aquela noite foi entendida pelos troianos como um momento de paz. Por esse motivo, festejaram e beberam bastante. No momento em que os troianos foram dormir, os soldados gregos saíram de dentro do cavalo e abriram os portões da cidade para o exército grego, que invadiu, saqueou e dominou Troia, decretando o fim de mais de dez anos de cerco à cidade.

A história da guerra de Troia, com o cavalo de madeira grego, dado como “presente” aos troianos, deu origem ao dito popular “presente de grego”, um presente falso, com outras intenções.

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ARANHA, Carla. ‘Gregos X Troianos: Uma luta de homens e deuses’. In: Revista Aventuras na História – Guerras da Antiguidade. Século 20 a.C. – Século 16. Edição 3, Janeiro, 2005, p. 23 e 24. Coleção: Grandes Guerras.

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