Acordos de “paz” no pós-guerra

Acordos de “paz” no pós-guerra
Os líderes da Inglaterra, EUA e União Soviética decidiram os rumos que o mundo iria tomar após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Após a capitulação da Alemanha, em maio de 1945, os países aliados (Inglaterra, França e Estados Unidos) e a União Soviética realizaram várias conferências antes de terminar a guerra e após o término da batalha na tentativa de consolidar os acordos de “paz” entre as nações no mundo pós-guerra.

As nações aliadas que saíram vitoriosas durante a Segunda Guerra Mundial impuseram, conforme o Tratado de Versalhes (1919), duras imposições aos países derrotados, ou seja, decidiram a partir de seus próprios interesses os rumos que a política mundial iria seguir.

No mês de fevereiro de 1945, antes do término da guerra, o presidente norte-americano (Roosevelt), o primeiro ministro inglês (Winston Churchill) e o líder comunista soviético (Josef Stálin) reuniram-se na Conferência de Yalta (Rússia) para definir as estratégias finais para derrotar a Alemanha nazista (o que culminou no dia D) e como iriam dividir entre si os territórios no pós-guerra. Ou seja, as três potências bélicas dividiram a Alemanha e a Áustria em zonas de ocupação, além disso, definiram novas fronteiras na Europa oriental.

Também em fevereiro de 1945 a Conferência de Teerã (atual Irã) tornou-se o palco onde os líderes políticos da União Soviética, da Inglaterra e dos EUA definiram as fronteiras polonesas em relação à União Soviética, que incorporou os países bálticos (Letônia, Estônia e Lituânia).

No mês de julho de 1945, as duas potências mundiais, EUA e a União Soviética, dividiram o mundo em zonas de influência, na Conferência de Potsdam (Berlim), deliberaram sobre o destino da Alemanha e de outras nações europeias e do Japão.

Durante os acordos de paz, as nações vitoriosas logo criaram uma nova Sociedade das Nações, a Organização das Nações Unidas (ONU). A Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação: a zona francesa, a inglesa, a norte-americana e a zona soviética. A capital, Berlim, ficou dividida em duas partes de influências, uma socialista e a outra capitalista. Outra preocupação das nações se constituiu na desmilitarização e no desarmamento da Alemanha. As indústrias alemãs foram transferidas (o capital) para Inglaterra e França. Mais uma vez, a Alemanha sofreria duras perdas, a perda bélica e a diplomática. Grande parte da população alemã no período pós-guerra foi duramente penalizada com a fome e a miséria que assolava duramente o país.

No oriente, o Japão sofreu duras sanções econômicas, o país foi ocupado pelos norte-americanos e desmilitarizado. O mundo no pós-guerra se tornou bipolarizado, ou seja, foi dividido em duas grandes áreas de influências, uma socialista e outra capitalista.

O bloco socialista era liderado pela União Soviética e reunia países que incorporaram o regime socialista como a Polônia, a Tchecoslováquia, a Hungria e a Coreia do Norte. O bloco capitalista foi liderado pelos EUA e agrupou nações que adotaram o regime capitalista, como Bélgica, Holanda, França e Brasil.

Os acordos entre os países aliados no período pós-guerra tinham como principal objetivo propiciar a paz mundial após os horrores causados pela Segunda Guerra, entretanto, as disputas pela hegemonia mundial entre a União Soviética (Socialista) e os EUA (Capitalista) levaram ao início da Guerra Fria.

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