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Figuras de Linguagem - Parte III

Figuras de pensamento

As figuras de pensamento são resultados de uma divergência entre o sentido literal de uma palavra e os intentos que levam alguém a utilizá-las em determinado contexto, além de exaltar uma idéia que se quer evidenciar ou diminuir.

São divididas em:

- Antítese: consiste em colocar em evidência idéias contrárias, utilizando palavras ou expressões de sentido oposto.
Exemplo: “Tristeza não tem fim
                   Felicidade sim (...)” (Vinícius de Moraes)

- Paradoxo: engloba ao mesmo tempo duas idéias opostas.
Exemplo: “Amor é fogo que arde sem se ver;
                   È ferida que dói e não se sente!
                   É um contentamento descontente;
                   É dor que desatina sem doer;” (Camões)

- Ironia ou Antífrase: consiste em usar alguma palavra ou expressão com um sentido distante do literal, visando a ridicularização ou a sátira.
Exemplo: “Uma moça nossa vizinha dedilhava admiravelmente mal ao piano alguns estudos de Lizt.” (Murilo Mendes).

- Hipérbole: consiste no uso exagerado de uma idéia.
Exemplo: “Eu te pedi um milhão de vezes para não deixar a toalha na cama.”

- Apóstrofe: consiste na interpelação emotiva de pessoas ou coisas personificadas.
Exemplo: “Senhor Deus dos desgraçados! 
                   Dizer-me vós, Senhor Deus! 
                   Se é loucura... se é verdade
                   Tanto horror perante os céus?!”
                                                   (Castro Alves, Navio Negreiro)

- Eufemismo: consiste em suavizar uma expressão desagradável ou excessivamente forte.
Exemplo: “Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário.” (Carlos Drummond de Andrade)
(dar cabo = matar)

- Gradação: seqüência de palavras que intensificam uma idéia.
Exemplo: “Vive só para mim, só para a minha vida, só para meu amor.” (Olavo Bilac)

- Prosopopéia: consiste em atribuir qualidades animadas a seres inanimados.
Exemplo: “Quando os sons dos violões vão soluçando,
                   Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
                   E vão dilacerando e declinando,
                   Rasgando as almas que nas sombras tremem.” 
                                                                        (Cruz e Sousa)

- Onomatopéia: figura pela qual o som da palavra lembra a coisa representada.
Exemplo: cof!cof!, splash!, pow!, crash!, zunzum.

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