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As terminações “-IZAR” e “-ISAR” – características relevantes

Caso você faça parte do grupo de pessoas que vez ou outra se sente acometido por algumas dúvidas no que se refere a questões ortográficas, não se assuste, pois trata-se de uma ocorrência rotineira. Por certo, aquelas que mantêm um contato um tanto quanto assíduo com a leitura, automaticamente tal fato se acentua em menores proporções. Contudo, à medida que buscamos ser mais conhecedores dos fatos que norteiam a língua como um todo, o mesmo também acontece.

A verdade é que as razões dos muitos questionamentos se devem principalmente às semelhanças que existem entre boa parte dos vocábulos, sobretudo no que diz respeito ao som que elas representam. Contudo, mesmo em se tratando desse aspecto, somos conscientes de que há um sistema que se encarrega de ajustá-las a cada situação de uso – aquele comum a todos os usuários do sistema linguístico, ora concebido como padrão. Portanto, sem nenhuma dúvida, torna-se importante que estejamos aptos a incorporá-lo ao nosso conhecimento, colocando-o em prática sempre que se fizer necessário.

No sentido de desenvolvermos tais aptidões, algumas dicas são sempre bem-vindas, por isso nosso objetivo é enfatizar acerca de alguns casos que se constituem das terminações –izar e –isar, idênticas sonoramente, mas que se divergem quanto às circunstâncias de uso. Para tanto, vejamos:

Como subsídio, apoiaremos na palavra exorcizar, no sentido de descobrirmos as razões pelas quais ela é grafada com z e não com s. Primeiramente, há que se dizer que uma grande parte das palavras que constituem nosso léxico foram oriundas de outras línguas, principalmente do grego e do latim. No caso da palavra em evidência, ela provém do latim exorcizare, cujo significado refere-se a esconjurar, conjurar, exorcismar. Percebeu a razão?

Voltemos, pois, à pergunta que tende a não se calar: izar ou isar?

A resposta parece simples a partir do momento em que constatamos que os verbos terminados em –isar são formados por palavras cujo radical termina em “s”. Logo, “ar” não representa um sufixo, mas sim a terminação verbal referente à primeira conjugação, uma vez agregada a este radical. São exemplos desta ocorrência:


Mas afinal, e o sufixo “-izar”?

Este é derivado do sufixo grego “-izein”, ajustando-se posteriormente ao português por intermédio do latim –izare, já ressaltado anteriormente. A partir daí ele “resolveu” ligar-se a substantivos e adjetivos terminados em “–ico”, “-ismo” e “-ista”. Perfeitamente constatado em:


Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

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