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Teoria sintética da evolução

Teoria sintética da evolução
Crossing-over: um evento responsável pela variabilidade genética de uma população.

Os mecanismos evolutivos propostos por Darwin continham uma lacuna: a explicação para a origem da diversidade; sendo este um motivo para que algumas pessoas questionassem sua obra. Apesar de tanto Mendel quanto Darwin terem vivido na mesma época, esse não teve contato com as ideias do precursor da Genética. Aliás, algumas fontes afirmam que Darwin possuía algumas publicações de Mendel em sua biblioteca sem, no entanto, tê-las lido.

Mendel, ao contrário de Darwin, não era alguém de prestígio reconhecido. Dessa forma, sua obra permaneceu quase que em anonimato por muito tempo, até ser redescoberta, no início do século 19.

Em meados de 1930, alguns cientistas passaram a reconhecer a ligação entre seleção natural e a genética; tendo Dobhansky (geneticista), Mayr (zoólogo), Simpson (paleontólogo) e Stebbins (botânico) como os principais autores dessas ideias. Assim, foi formulada a Teoria sintética da evolução, também conhecida como neodarwinismo, ou Teoria neodarwinista, relacionando essas duas frentes da Biologia.

Essa teoria considera que as mutações, combinações gênicas, e seleção natural são os fatores principais que culminam na evolução; sendo as combinações gênicas consequências da segregação independente dos cromossomos, e permutações que ocorrem durante a meiose. Tanto ela quanto as mutações estão relacionadas à variabilidade genética da população.

Essas últimas ocorrem ao acaso, sendo que, por seleção natural, podem ser mantidas, como características adaptativas; ou causar o fim de determinados indivíduos. Assim, quando positiva (primeiro caso), este tipo de seleção permitirá que alguns representantes de uma população tenham mais chances de sobrevivência, reproduzindo e dando origem a indivíduos também mais bem adaptados, caso este fator seja hereditário.

A seleção natural, desta forma, elimina indivíduos que possuem aspectos desvantajosos para uma determinada situação, sendo estes, portanto, menos adaptados a ela. Assim, considerando que ambientes não são sistemas estáveis e constantes, diferentes pressões seletivas podem ocorrer dentro de uma população, evitando a eliminação de determinados alelos que não seriam mantidos caso o ambiente fosse homogêneo.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

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2 comentários

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  • quarta-feira | 19/09/2012 | Shirleide Campos
    Usuário

    Esse assunto é muito bom,porém não estava conseguindo entender mas com a ajuda de Mariana Araguaia conseguir,e o assunto ficou ainda melhor!!! :)

  • terça-feira | 11/09/2012 | andreia
    Usuário

    achei muito cativante um texto que nao passa bobagem como a maioria dos outros texto que fala somente uma base sem ao mesmo expor a ideia sentral